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Foi um dos líderes do movimento negro brasileiro – 08/07/2024 – Cotidiano

Griô: é assim que as organizações de movimentos negros brasileiros se referem a Flavio Jorge. O título é dado aos que guardam sabedorias ancestrais. O ativista social protagonizou as lutas pelos direitos da população negra brasileira.

Esteve na fundação da Soweto, organização negra de São Paulo, e da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas. Atuou na Coordenação Nacional de Entidades Negras, na Secretaria Executiva de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e na Fundação Perseu Abramo.

Flavio Jorge Rodrigues da Silva nasceu em Paraguaçu Paulista, no interior paulista, em 1953. Primeiro filho de Francisco Jorge e Lydia Rodrigues, foi criado com seus dois irmãos, Paulo e Mariana, sob o olhar atento da avó paterna Mariana, a quem era apegado.

Aos 17 anos, Flavio mudou-se para São Paulo, onde ingressou no curso de ciências contábeis da PUC-SP. Na faculdade, iniciou nos movimentos sociais. O jovem foi um dos fundadores do Grupo Negro da PUC, que promovia ações na década de 1980 para além dos muros da universidade.

Nos corredores da universidade, conheceu a Gê, Gevanilda, com quem foi casado por mais de três décadas e teve seus dois filhos, Marina e Pedro.

Aos filhos, falava sobre as lutas raciais. “Em muitos encontros que eram realizados, a gente ia junto. Em casa, pessoalmente, a gente sempre conversava sobre os problemas, empoderamento e necessidades”, lembra o filho Pedro Jorge, 35.

Em 1977, Flavio foi preso político durante a ditadura militar. Também esteve presente no movimento das Diretas Já.

Flavio foi o primeiro secretário nacional de Combate ao Racismo (1995 a 1999) do PT, partido do qual foi um dos fundadores. Também compôs a Executiva Nacional do PT e esteve no grupo de trabalho eleitoral de Lula em 2003. No Instituto Lula, foi conselheiro.

O presidente lamentou a morte do ativista em nota de pesar. “Com grande tristeza, soube do falecimento de Flavio Jorge, militante e fundador do PT, uma referência das lutas pelos direitos do trabalhadores e do povo negro”, diz a nota.

O corintiano roxo, que sempre morou na região do Ipiranga, tinha costume de acordar cedo e ler jornal ao tomar café. Em casa, assistia a muito futebol e notícias na TV.

“Um bom vizinho, era uma pessoa muito forte dentro do bairro, todo mundo conhece. Morou na rua Oliveira Melo até o fim da vida. Era uma pessoa calma, sempre muito discreto”, afirma o filho.

Flavio morreu no dia 6 de junho, aos 70 anos, em decorrência de um câncer no intestino. Deixa os filhos Mariana, 39, e Pedro, 35, além dos netos Zion, 10, e Isadora, 7.

coluna.obituario@grupofolha.com.br

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