No último sábado, 3 de outubro, uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), impactou diretamente a campanha eleitoral no Paraná, ao revogar direitos de resposta que haviam sido concedidos a Sergio Moro, candidato ao governo do estado. A medida ocorre em um momento crítico, a véspera das eleições, e reflete a intensa disputa política na região, marcada por polêmicas e debates acalorados sobre temas sensíveis, como o aborto.
A controvérsia gira em torno da propaganda de Sandro Alex, que questiona a posição de Moro sobre o aborto, utilizando elementos de sua tese de doutorado como base para suas críticas. O presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia determinado que Moro tivesse o direito de resposta, em uma tentativa de equilibrar o debate e assegurar que os eleitores tivessem acesso a uma visão completa das propostas e posicionamentos dos candidatos. No entanto, a decisão de Mendes reverte esse quadro, permitindo que as propagandas de Sandro Alex permaneçam no ar e, assim, potencialmente influenciem o voto dos paranaenses.
Esse desenrolar dos acontecimentos evidencia as tensões que permeiam as eleições no estado, onde as candidaturas estão mergulhadas em um mar de questões éticas e morais. A atuação do STF em questões eleitorais não é nova, mas sempre gera debates acalorados sobre a imparcialidade da Justiça e o impacto que suas decisões têm sobre a democracia. À medida que os eleitores se preparam para ir às urnas, a questão do aborto e a forma como os candidatos se posicionam a respeito dela se tornam centrais na discussão, afetando não apenas a imagem pública de Moro e Alex, mas também o futuro político da região.