O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a levantar a voz contra a postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua visita a Nova York para a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas. Em entrevista à rede CNN, Lula classificou a maneira como Trump se comporta em relação a outros países como a de um "imperador", ressaltando a falta de respeito às normas de convivência internacional e a imposição de suas vontades. A declaração ocorre em um contexto de tensões comerciais e desafios nas relações bilaterais entre Brasil e EUA.
Lula destacou que a abordagem de Trump, que se baseia na "lei do mais forte", vai de encontro aos princípios de diálogo e respeito mútuo que devem nortear as relações entre nações. "Quando um líder se coloca como o mais forte e exige obediência, está desconsiderando a diversidade e a soberania dos outros países. Isso não é a maneira correta de se governar", afirmou. As críticas de Lula não são novas; desde sua primeira gestão, em 2003, ele sempre defendeu uma diplomacia mais equilibrada e menos sujeita à lógica da dominação.
Além de criticar a postura de Trump, Lula também mencionou a possibilidade de aplicar reciprocidade nas negociações comerciais, caso as conversas sobre tarifas não avancem. Essa posição reflete uma nova estratégia do Brasil em sua política externa, buscando defender seus interesses de maneira firme, mas ao mesmo tempo aberta ao diálogo. A presença de Lula na ONU representa uma oportunidade para reafirmar a importância de uma ordem internacional mais justa e cooperativa, em contraste com a visão unilateral que tem marcado a administração Trump.