Nas últimas semanas, uma nova onda de desinformação tomou conta das redes sociais, com um vídeo supostamente atribuído a Leonel Brizola, ex-governador do Rio de Janeiro, onde ele faria uma declaração polêmica associando Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, a milícias e esquadrões da morte. No entanto, investigações recentes confirmaram que o conteúdo é completamente falso e foi manipulado por meio de tecnologia de inteligência artificial. O material começou a circular em plataformas como X, Facebook, Instagram e TikTok, gerando uma série de reações e debates acalorados entre os usuários.
O vídeo em questão apresenta uma montagem que coloca palavras na boca de Brizola, utilizando uma sobreposição de texto que diz: "Brizola já alertava na época desde 1989 o Rio de Janeiro. Brizola dizia que Bolsonaro mandava na milícia e comandava o esquadrão da morte! Senhor meu Deus! Nos livrai!" Essa declaração, que nunca foi feita pelo político, foi criada artificialmente e espalhada com o intuito de deslegitimar a figura de Bolsonaro, especialmente em um contexto político já polarizado. A manipulação se aproveita da notoriedade de Brizola e da atual disputa política no Brasil, intensificando a confusão entre os cidadãos.
A utilização de inteligência artificial para criar conteúdos manipulados não é uma novidade, mas a capacidade de gerar vídeos e áudios que parecem autênticos representa um desafio cada vez maior para a verificação de fatos e a credibilidade das informações. Especialistas em comunicação e tecnologia alertam que, à medida que essas ferramentas se tornam mais acessíveis, o risco de desinformação aumenta, dificultando a identificação de fontes confiáveis. Para combater essa tendência, é fundamental que os cidadãos desenvolvam o hábito de checar informações antes de compartilhar, contribuindo para um ambiente digital mais saudável e menos suscetível a manipulações.