Nos últimos anos, o mercado de celulares intermediários tem enfrentado uma transformação drástica, especialmente em 2026, onde os preços dispararam, tornando a escolha de um novo dispositivo uma tarefa desafiadora. O que antes era sinônimo de custo-benefício, agora se tornou um labirinto de opções com valores que podem variar de R$ 2.000 a impressionantes R$ 7.000. Esse aumento é fortemente influenciado pela crescente demanda por tecnologias de inteligência artificial (IA) que, embora tragam avanços significativos, também encarecem a produção dos dispositivos.
A guerra entre as fabricantes de chips e a necessidade de mais memória RAM para suportar as aplicações de IA têm sido um dos principais motores dessa escalada de preços. O mercado, que até 2025 oferecia opções robustas por valores em torno de R$ 3.000, agora exige que os consumidores repensem suas prioridades. Ao invés de adquirir um celular intermediário, muitos usuários podem se deparar com a possibilidade de optar por modelos de gerações anteriores, como o iPhone 16 ou o Galaxy S25, que embora não sejam os lançamentos mais recentes, ainda oferecem performance de ponta a preços mais acessíveis.
Recentemente, o Guia de Compras realizou uma análise aprofundada de cinco modelos de celulares intermediários disponíveis no mercado, com preços que refletem essa nova realidade. Os testes foram realizados em outubro, e os resultados mostram que, embora alguns aparelhos apresentem características interessantes e um desempenho satisfatório, o custo elevado pode não justificar a aquisição. Para os consumidores, a decisão de compra agora não se baseia apenas em especificações técnicas, mas também em considerações financeiras, levando em conta a relação custo-benefício em um cenário onde o que era acessível se tornou um luxo. Com o cenário atual, fica a dúvida: vale a pena investir em um intermediário ou é mais sensato optar por um modelo mais antigo com maior valor agregado?