Na última sexta-feira (16), a propaganda eleitoral gratuita trouxe à tona as estratégias dos principais candidatos à Presidência da República, com foco nas propostas e críticas que visam engajar o eleitorado. Flávio Bolsonaro, representante do PL, dedicou seu espaço a um programa voltado especificamente para as mulheres, intitulado "Brasil por Elas". A iniciativa busca abordar questões que afetam diretamente esse segmento da população, como a inflação, a segurança pública e a insatisfação econômica. Durante sua apresentação, Bolsonaro utilizou depoimentos de mulheres que expressaram suas preocupações sobre a atual situação do país, reforçando a mensagem de que "Lula promete, o Brasil sofre", numa clara tentativa de deslegitimar as promessas do ex-presidente.
O programa "Brasil por Elas" se destaca por apresentar propostas concretas que visam melhorar a vida das mulheres em diversas esferas, desde a igualdade de oportunidades no mercado de trabalho até a segurança nas ruas. As aliadas de Bolsonaro, que participaram da propaganda, trazem suas experiências pessoais, o que pode contribuir para humanizar o discurso do candidato, tornando-o mais próximo da realidade vivida por muitas eleitoras. Essa estratégia parece ser uma tentativa de conquistar um eleitorado que, historicamente, tem se mostrado menos alinhado com as propostas da direita.
Por outro lado, Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, não perdeu a oportunidade de criticar seu adversário. Em sua transmissão, ele focou nas medidas econômicas do governo Bolsonaro, comparando seu oponente ao argentino Javier Milei, conhecido por suas políticas radicais. Lula também celebrou a recente aprovação do fim da escala 6x1, uma conquista que, segundo ele, representa uma melhora significativa nas condições de trabalho para muitos brasileiros. Essa abordagem visa reafirmar a imagem de Lula como um defensor dos direitos trabalhistas e dos grupos sociais vulneráveis, ao mesmo tempo em que procura deslegitimar as promessas de Bolsonaro, especialmente no que se refere à proteção das mulheres e ao desenvolvimento econômico.