‘Vamos acabar com a caixa-preta do sistema de transporte’, afirma prefeito Eduardo Paes

Escrito por   em 23/05/2022

“Vamos acabar com a caixa-preta dos transportes”, afirmou o prefeito Eduardo Paes

 

Rio – O prefeito Eduardo Paes – ao lado da secretária de Transportes, Maína Celidonio, e do procurador-geral do município, Daniel Bucar -, detalhou o acordo firmado entre a prefeitura, as empresas de ônibus e o Ministério Público do Estado (MPRJ) para possibilitar melhorias no sistema de transporte no Rio. A reunião aconteceu na manhã deste domingo (22), no Centro de Operações da Prefeitura. Segundo ele, a prefeitura está acabando com a caixa preta dos transportes na cidade do Rio de janeiro.
“Na prática, o que esse acordo possibilita é isso: transparência. Com esse acordo judicial, estamos de uma vez por todas acabando com a caixa-preta dos transportes no Rio de Janeiro. Agora estamos respaldados por um instrumento jurídico. É um ponto de virada na história do transporte na cidade.”
De acordo com o plano detalhado por ele, 700 pontos de ônibus atualmente desatendidos voltarão a ter atendimento. Outra proposta é que haja serviços garantindo o atendimento das ligações nos bairros atualmente desatendidos. O prefeito, porém, fez questão de deixar claro que a melhora dos ônibus não vai acontecer do dia para a noite. “Não existe mágica. Não é pirlimpimpim. Vamos voltar a ter linhas de ônibus, mas não é amanhã, não é semana que vem. É algo que será feito em fases, de forma gradual e esperamos que até o segundo semestre a população comece a sentir as melhorias”, afirmou Paes.
Entre outras coisas, no acordo assinado sexta-feira entre as partes, ficou acertado que a prefeitura assumirá a bilhetagem eletrônica e pagará um subsídio às empresas com base na quilometragem rodada, e não mais com base no número de passageiros transportados.
“Mudamos a lógica da remuneração das empresas. Estamos dando um incentivo para que tenhamos mais ônibus nas ruas. Quanto mais ônibus e mais quilômetros rodados, maior será o lucro das empresas. É claro que as empresas de ônibus têm obviamente interesse no lucro. E isso não é pecado nenhum. Faz parte da atividade. Faz parte do capitalismo ter lucro. O que não pode é ter cobiça e prejudicar a população. Invertendo essa lógica, estamos incentivando que se tenha mais ônibus rodando nas ruas. Antes, a lógica era aquela de quanto mais passageiro enlatado, espremido nos ônibus eu levar, mais eu ganho. A lógica agora será: quanto mais você rodar, mais linhas, mais ônibus na rua, mais dinheiro você vai ganhar”, explicou o prefeito.
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